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Quinta






03 Wine

Vinho do Algarve

 

O vinho tem uma grande tradição em Portugal que datando de há milhares de anos. Várias civilizações deram o seu contributo na evolução do vinho português de hoje. Teorias bem fundadas mencionam as primeiras plantações de vinho na península ibérica já em 2000 AC pelos Cartagineses. Com os Fenícios em 1000 AC foram introduzidas mais algumas castas. Seguiram-se os gregos com um vinho mais desenvolvido em 700 AC e os Celtas trouxeram consigo novas castas aproximadamente em 600 anos BC.

 

Somente no século II anos AC os Romanos chegaram com grandes tropas que requereriam quantidades grandes de vinho. Especialmente neste período as técnicas de plantação e de produção do vinho foram promovidas substancialmente. Uma estrutura enorme de exportação foi estabelecida enquanto Roma desejou beber o vinho frutado e forte da península ibérica. A demanda era normalmente mais alta do que a capacidade de produção da região. Pode-se compreender o porquê de os Romanos nomearem de Lusitânia esta terra produtora de vinho. Lusitânia era província romana que é hoje Portugal, o seu nome advém de Luso, companheiro ou o filho de Baco deus do vinho e da festa. Aparte de obstáculos religiosos, o cultivo do vinho não sofreu demasiado durante os quase 5 séculos de governo mouro.

 

Os Mouros cultivaram não só plantações novas de vinho mas começaram também a exportá-lo. Isto abrandou apenas no século XI e XII quando os influentes líderes religiosos exigiram que as regras do Corao fossem respeitadas, tornando o vinho uma bebida proibida. O vinho era o produto mais exportado quando Portugal foi fundado. O aumento significativo na produção que ocorreu depois de 1350 resultou da procura deste néctar. Nos finais do século XIV, mas mais nos séculos XV e XVI, Portugal começou a descobrir o mundo por navio. Quase todas as embarcações tinham vinho português abordo o que fez com que o vinho português fosse nessa altura o vinho mais conhecido no mundo.

 

As boas relações no começo do século XVIII entre Inglaterra e Portugal fizeram possível a criação de direitos aduaneiros especiais para os vinhos portugueses, que conduziram a um outro aumento em capacidades da exportação. O alto Douro tornou-se logo depois na primeira região demarcada de vinho do mundo. A praga da filoxera que destruiu quase todas as plantações europeias de vinho no século XIX danificou as actividades vitícolas e a posição de Portugal no mercado de vinho internacional gravemente. A produção de vinho começou lentamente recuperar no fim do século XIX mas é somente agora que os sinais da antiga força se tornam visíveis.

 

Não obstante, Portugal está hoje em dia de novo entre os sete maiores produtores de vinho do mundo. Enquanto inicialmente os vinhos produzidos no centro e norte de Portugal já eram conhecidos pelo mercado internacional, nos últimos 15 anos tem se vindo a verificar fortes desenvolvimentos na região do Alentejo. Somente nos últimos anos o Algarve recebeu a aceitação do mercado para certos vinhos excelentes que se tornaram conhecidos pelos entusiastas do vinho.

 

Os vinhos do Algarve, em especial os vinhos de Lagoa, sempre foram populares em Portugal porque a região tem vantagens geográficas como quase nenhuma outra região em Portugal. A posição do vento de sul com uma irradiação solar média de mais de 3.000 horas por ano desenvolve um micro clima especial ajudado pelo mar por um lado e pela Serra de Monchique no outro lado. Enquanto a serra protege dos ventos frios do norte, estabelece também a base para uma espécie de anfiteatro virado a sul, garantindo um clima perfeito para um vinho perfeito com seu paladar frutado com níveis de álcool mais elevados e baixa acidez. Mas as pequenas variações sazonais, sem mudanças de temperatura extremas, muito sol, água suficiente no Inverno, solo rochoso não húmido não garantem por si só um vinho perfeito.

 

Um vinho perfeito requer não somente muita atenção na vinha como também na adega. O vinho deverá manter o seu carácter regional mas tem que desenvolver todo o seu potencial. Diversos produtores de vinho no Algarve mostraram que a produção maciça ou barata não são alternativa, mas apenas vinho de qualidade elevada. Com o auxílio do clima mediterrâneo, investimentos substanciais nas adegas e bastante entusiasmo, deve levar somente alguns anos até que o vinho Algarvio encontre o seu reconhecimento internacional.


Vinha

 

O Algarve teve menos chuva do que o normal entre Novembro de 2006 e Fevereiro de 2007 para um Inverno normal e temperaturas mornas fora de época. Uma Primavera amena seguiu-se e nestas circunstâncias relativamente secas as videiras entraram cedo no abrolhamento, por volta da última semana de Março.

 

 As temperaturas deste Verão adiantado que se aproximaram dos 30°C foram condições excelentes para as videiras e a floração começou na última semana de Abril. A floração é uma parte significativa do crescimento da uva porque o tempo frio ou demasiado chuvoso pode reduzir e danificar a fruta emergente. A formação de flores bem formadas conduz a uvas também bem formadas; a base do vinho de elevada qualidade. A chuva modesta entre Março e Junho assegurou o desenvolvimento regular e o crescimento rápido das uvas. Um Julho quente e seco seguiu-se. Para aumentar a qualidade do vinho e para conseguir intensidades mais elevadas da cor e do sabor e elementos mais fortes de fenol, começámos a reduzir o rendimento, a chamada "colheita verde" na segunda semana de Julho. Isto foi feito especialmente com a variedade regional Castelão (também conhecida como Periquita) que é uma uva de vinho vermelho-sangue, robusta e seca que pode ser promovida a uma excelente uva de vinho quando o rendimento é reduzido a aproximadamente 50% das quantidades normais, como nas nossas vinhas.

 

As condições climatéricas, até agora, são completamente normais. Esperamos altas temperaturas durante o verão principalmente porque as regiões do sul da Europa tinham sofrido já as temperaturas extremas de um verão adiantado. Felizmente escapámos a essas condições de tempo extremas.

 

De Julho até ao final de Agosto trouxe-nos temperaturas mornas a medias quentes sem chuva. Estas condições climatéricas durante a importante fase de amadurecimento resultaram numa lenta desaceleração do açúcar que ajudou a manter mais acidez nas uvas. Isto foi muito bem-vindo pois leva a vinhos equilibrados com boa cor e estrutura após a colheita.


Colheita / Vindima

 

A colheita da uva começou relativamente tarde a 24 de Agosto e terminou a 26 de Setembro. A produção média de Periquita foi de perto de 3.900 quilos por hectare, enquanto colhemos 3.800 quilogramas da colheita de Aragonez e da nossa colheita de Trincadeira somente aproximadamente 3.200 quilogramas por hectare.

 

A chuva no fim de Agosto bem como em meados e finais de Setembro requereu alguma flexibilidade na nossa programação da colheita. Não obstante conseguimos colher as uvas na maior parte sob circunstâncias perfeitas. As uvas foram colhidas á mão e colocadas em pequenas caixas de 10 quilos. Foram armazenadas durante a noite na nossa câmara frigorífica e colocadas então nos tapetes onde foram submetidas a um processo de escolha manual.

 

Este processo é imperativo a fim evitar ter folhas ou uvas verdes ou de má qualidade no processo de fermentação. Depois da separação mecânica das uvas e dos engaços e do esmagamento o sumo da uva e as películas permanecem juntas durante a primeira fase da fermentação de 8 a 10 dias. Como a parte de nosso processo de fabrico de vinho escolhemos um processo, controlado mecanicamente, de fermentação aberta em tanques de aço inoxidável que permite contacto regular das peles e líquido com o ar.

 

Todo o nosso equipamento de produção de vinho foi renovado este ano o que nos permitiu manter controlada a temperatura dos tanques de aço inoxidável durante o processo de fermentação. Durante este processo o açúcar é convertido em álcool e a cor e o fenol são extraídos das peles. Este ano as nossas vinhas desenvolveram um prometedor vinho com cor substancial. Após a prensagem o vinho foi colocado nos tanques de armazenamento foi para terminar a fermentação alcoólica e fazer a fermentação maloláctica.

 

Os nossos vinhos superiores que mostram a promessa de produzir a qualidade mais fina , no fim do fermentação malolactica, são submetidos a um processo adicional para promover a maturação nas nossas novas barricas de carvalho francês com 225 litros cada. Este é um processo mais complicado e de custo intensivo mas que nos permite extrair e desenvolver algumas das características que de outra forma você não encontraria em vinhos superiores.